" Somewhere over the rainbow Skies are blue, And the dreams that you dare to dream Really do come true. "
turn off the light .
na incessante e infortuita busca do interruptor de pensamento .
é nestas alturas que o desejo de, simples e puramente, obter o vazio, me leva a meditar sobre quão agradável, certamente, seria viver no vácuo das intenções.
i don't wanna change him, i just want him to be the best he can be
as mulheres não querem um produto final, procuram antes um produto 'montável' .
Pregos
Nada de complexo, apenas um reflexo
Todas as loucuras têm o seu nexo
Já não digo o mesmo das emoções
Experimentadas nas minhas invariáveis deambulações
dois .
passou tempo de mais. fizeste.me perder a linha de pensamento. agora já só posso inventar palavras e nenhum de nós vai gostar disso.
sacos de farinha
já passa bem da meia.noite e a tua caixa de mensagens já está cheia. tentas sempre virar a cara às evidências. são quase três da manhã. depois passas pelo processo de engano futuro e finges não ter plena consciência do mecanismo forçado a que te obrigas, de forma a esconder o que não queres ver. descobres que, na maioria das vezes, esse esforço não leva a lado nenhum e que, afinal de contas, vais ter que colocar a farinha no mesmo saco.
cinco da manhã. damn. até estava a gostar de fingir que não estava na altura certa de largar as nuvens .
Convrsas com a S.
acho que, no fundo, agora ja não consigo acreditar em nada do que me dizem.
chego à conclusão que, se as mulheres nascem com o gene do masoquismo, os homens nascem com o da teatralidade.
chego à conclusão que, se as mulheres nascem com o gene do masoquismo, os homens nascem com o da teatralidade.
os pontos no i's ou acabar com esta te(n)são de vez .
combinamos dia e hora .marcamos o local com um X.
chegamos de cima, descemos do altar e cada um de nós finge que não sabe que, no fim de contas, foi para isto que se inventaram as cortes .
desnecessário trocar palavras .a semântica custa demasiado caro a quem, por bem, diz o que não sente e que, a seguir, apenas desmente. o olhar, se não se cruzar, melhor ainda. assim se evita constrangimentos de maior e tolera-se melhor o risco de se perder no (des)encanto.
viramos costas e tiramos à sorte quem vai passar o pé no pó da estrada para apagar os vestígios do momento. ganha quem tirar o palito partido .não vamos querer que ninguém saiba. e, no fundo, não vamos queremos que mais ninguém viva aquilo que, secretamente, vivemos um com o outro. segredo de mim para ti .e de ti para mim.
que eu fuja antes do tempo em que percebas que, na verdade, também te queria .e que desapareças antes que eu entenda que, afinal, eras mais sincero que cantador de cantigas do malandro.
fazemos um compasso de espera para que não nos vejamos, inadvertidamente, de regresso ao mundo.
e, eventualmente, fazemos questão de nunca mais nos falarmos.
(para) sempre.
tens a mania de me falar nesse tom de quem me conhece .e, não fosse isso ser verdade, faria todo o sentido o facto de me incomodar mais que desconverses, do que não puxares o assunto que tanto evitamos .tu porque não queres ouvir .e eu porque não to quero dizer.
e, no entanto, continuamos a viver as promessas que um dia, além, fizemos.
prometemos.
até quando iremos cumprir ?
quando o telefone toca .
olha lá, mas afinal, quantas vezes terei de repetir ? sabes tão bem, ou melhor, que eu, que aquilo que finges quando me falas, é apenas o aceitar daquilo que ambos bem sabemos ser inevitável um dia.
e, eu sei, tão bem, ou melhor, que tu, que aquilo que o universo discorda, é apenas do minuto que teimámos em existir .eu na tua .e tu na minha .
o que na verdade mora em nós agora, é o silêncio forçado de assuntos banalizados, socialmente (bem) escrutinados. porque quando queremos saber dos fogos que nos assistem, apenas temos coragem de nos perguntar um ao outro pelas águas remotas de uns (e outros) oceanos que deixámos por conhecer.
apenas temos coragem de perguntar pela água.
insípida.
e que essa (ao menos essa!) seja capaz de lavar decentemente os pecados que em nós guardamos sempre que em nós pensamos.
tu porque não podes querer .eu porque não quero poder ameaçar-te.
e acabamos sempre nesse mesmo lugar .aquele que eu e tu conhecemos bem demais. olhos fechados .olhos abertos .como queiras !
isso já nem sequer nos interessa ...
quantas vezes terei de repetir que é lá que vamos acabar ?
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