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a ironia de uma aula sobre asfixia (this feeling is so hard that i can't breathe)

eu sabia que havia algo que me incomodava nos jeitos.
há coisas que simplesmente se sabem.
não entendia se eram as palavras ou a expressões (perfeitas deambulações), 
suspeitei (até) das intenções.
sabia que havia algo que me deixava inquieta e, de vez em quando, ocorriam segundos em que, claramente, o relógio parava para mim, e o som passava a arrastar-se. mantinham-se os movimentos, e eu suspensa no que não tinha fundo.
acabei por entender que a gentileza enjoativa e a atracção mística que surgiam em jactos, não eram mais do que ecos de ti. desenhados nos espelhos que aquela sala criou.
não me consegui mover mais. 
a caneta parou e a letra deixou de escrever aquilo já nem sequer faria sentido aos olhos de quem lá ouvia.
os pensamento fugiram com a pressa de quem se inibe pelo medo, e eu deixei-me ficar perdida por entre as conversas sibilares.
eras tu.
e eu não fui capaz de escapar daquele turpor!

" da Th. "

uma noite foste lá a casa . deves lembrar-te, porque foi a única. 
esperei que saísses do importante jantar .preparei a cama .a média luz ..quase adormeci à medida que o relógio ia correndo cansado .quando chegaste nem sequer fiz um esforço para acordar e ganhar energia para te receber .não era preciso .contigo, era capaz de dar a volta ao mundo a pé, e não me queixar do cansaço nem das dores nos pés. (e nunca foste capaz de perceber isso! )
chegaste .olhaste-me e despiste-te, esperando que eu fizesse o mesmo .assim o fiz .
não queria nunca desapontar-te, nem nos gestos, nem nas acções .(e muito menos nas palavras...)
estávamos já deitados e suados quando o gato obeso entrou .mal o viste, a tua primeira reacção foi desatar a rir, daquela maneira tão parva e infantil com que te rias quando não pensavas em mais nada. viraste-te para mim com o ar de gozo e começaste a cantar "bólinha dxi futxibol, ólha a bólinha dxi futxibol".
e eu ri-me.
por ser parvo .por seres tu ao meu lado, a dizer-mo !
a partir desse dia sempre que me telefonavas lembravas-te do "bólinha dxi futxiból". e eu voltava a rir-me.
sempre.
por ser parvo .e por seres tu ao meu lado, a dizer-mo !
e desapareceste .nunca mais me falaste .e eu passei a fingir que não exististe.
e hoje fui lavar a loiça do jantar .e bebi o leite na caneca em forma de bola de futebol .e a "bólinha dxi futxibol" voltou-me ao pensamento .e ,por momentos, tive vontade de partir a loiça toda e atirar o escorredor mais o fairy e esponja pela janela .e a seguir partir as portas dos armários .e dessarrumar o chão ao mesmo tempo que fazia buracos nas paredes.
tudo isto porque, na verdade ,bem sabes que o meu corpo ainda não esqueceu totalmente o teu .
e tudo o que (não) fizeste e (não) me dizeste dói mais do que a realidade de teres deixado de ser real em mim.

( e este sentimento ainda revolta mais que o facto de simplesmente existir).

depois de ti .

 agora tenho a breve certeza de que não deixei de imaginar e criar tudo aquilo que, em mim, [por ti], pensei e senti .

Um dia escrevi-te isto. Num outro dia vou dizer-to.

"Perdi qualquer interesse na tua pessoa. És bonito, atraente, inteligente, interessante. Diria até apaixonante. [e assim apaixonei-me. Mea Culpa]. Mas, por outro lado, és comodista, egoísta e acima de tudo não tens respeito por nada nem ninguém. [Nem mesmo por mim, que nunca te neguei nada da minha pessoa]. Não sabes o que é a compaixão, o dar ser receber, o dar pelo pelo prazer de o fazer [simples!], não entendes o que é sacrificar, por gostar. Sabes bem desprezar, magoar, ignorar e fingir que nem sequer é nada contigo! E, tudo isto apaga qualquer das qualidades que possas ter. Iludi-me. Afinal não és uma boa pessoa. Pensas que sabes tudo, mas ainda tens muito que aprender para ser um homem com H grande."

Não serves para mim.
YOU LOSE !

friday i'm in love .

parece que, às vezes, as coisas boas acontecem !

e agora ?

tenho saudades tuas.
daquelas a virar para o lado mais agressivo da questão.
das que provocam uma taquicardia (pouco) ligeira, aumentam a frequência respiratória e deixam um nó na garganta.
um pequeno grande vazio cá dentro.

tenho destas saudades.
o que faço se não to posso dizer ?

your body is a wonderland .

porque é que gostamos ainda mais deles quando nos dão para trás ?

[ eu cá suspeito que as mulheres nascem com o gene do SM ].

green eyes.

" i miss the way we sleep ".

conheces de mim aquilo que nem sequer sei que em mim existe.

acabaste de entrar para os bancos que andam e eu já sinto a falta de te ter aqui.

a verdade é que se não fosse tudo tão complicado, era mais simples. e mesmo parecendo lógico que o complexo se desmortalize, as águas, por vezes, parecem voltar ao mesmo sítio. 
pudesse eu contar.te e explicar.te porque te arrasto e, certamente, esse olhar misto de indignação e incerteza, molhado pelo talhão de questões sem resposta, se transformaria num outro.

mas, nem sempre as palavras existem quando queremos. e há aqueles momentos em que, mesmo articulando da melhor maneira as frases, o sentido simplesmente não se desenha para os ouvidos. e sei que, mesmo que tentasse verbalizar, essas frases soariam ao pior dos sentidos quando a ti chegassem.
é claro que, não fossem as pessoas, os momentos existiriam mais plenos de não retrocessos, mas existem. e, mesmo que eu diga que ' a vida passa, o tempo colhe ', há razões que a própria vontade faz esconder.

vontade de te não perder, agora que ainda nem sequer sou tua. 
vontade de te encontrar, agora que podemos ainda ser dos dois.

talvez seja na hora vinte e cinco que moram as articulações daquilo que poderá ser o rascunho de um futuro (im)perfeito. provavelmente é naquele hora que não existe [mas que inventamos sempre que nossos corpos se tocam] que as entregas se adivinham puras e livres de fantasmas.

talvez seja.

a questão é que, nessa hora, eu não vivo aqui.
estou, sem hesitações, no mundo do sonho e da fantasia. naquele mundo onde me levas quando sussurras ao meu ouvido aquilo que adivinhas num eu a querer ouvir.
na hora que surge, rasgando o tempo dos segundos de sessenta, sei que não existe eu. não existe tu. não existe sequer qualquer equação de nós, porque as parcelas separadas não completam qualquer sentido.

conheces de mim aquilo que nem sequer sei que em mim existe.

e de cada vez que te afastas tenho a certeza que ainda não disse tudo. ainda não fizemos nada. ainda falta o ontem, o hoje, o amanhã ..! cada vez que te afastas tenho tanta coisa para te contar, para te dizer, para te mostrar.
e dá-me sempre esta vontade de voltar para trás no instante seguinte e dizer.te que as horas não passam, os segundos são meros exercícios de imaginação e que afinal podemos perder.nos na hora vinte e cinco.

podemos despir.nos. de mim e de ti.
existir no ar.
deixar o vento percorrer as costas, enquanto as mãos embalam o caminho.
procurar o caminho que não levará ao escondido do mundo.

J. (por A. )

um milhão de promessas silenciosas

desconhecido .

e dás-me a mão escondido no meio dos dias .