Mostrar mensagens com a etiqueta mood. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta mood. Mostrar todas as mensagens

e o tempo que passa mas não fica

serei eu a única a não ver aquilo que todos os outros me querem mostrar? 

quatro de junho de dois mil e doze

cheguei, mais uma vez, ao quarto de hotel com a sensação de não ter sensação nenhuma. a viagem situa-se algures entre as doze horas de oportunidade para pôr em conversa em dia, acertar as horas de sono ou, simplesmente, não pensar em nada. normalmente todo o sentimentos de expectativa, nervosismo e antecipação que antecedem o dia da viagem desaparecem quando entro no carro alugado e volto a aperceber-me de que não tenho mão em nada-
nem nisto, nem na minha vida.
vou passando por momentos vários, mais ou menos como as estações do ano, só que muito rápido e sem sequer passar muito tempo pela primavera-verão. sempre me considerei uma alma de cores quentes mas, neste momento, vivo numa casa de campo outono-inverno onde o vento que se vai arrastando ao longo dos dias se junta ao gelo em que se tem vindo a transformar o meu coração.
tenho muito pouca vontade de visitas ao meu espaço e o meu espaço é cada vez menor para receber o que quer que seja.
é cada vez menor para mim própria.
tem dias em que me canso de mim própria .. 

(desesperadamente) a precisar ...

...que alguém me obrigue a atender as (poucas) chamadas e a responder às (escassas) sms's.
... me arrombe a porta de casa, me arranque da cama, me vista a minha melhor roupa e me empreste os seus melhores sapatos. me sente na borda da banheira e me pinte os olhos cheios de purpurina e venha comigo roubar das amostras da loja os melhores perfumes e dizer ao senhor do táxi "hoje o destino é não parar, sff."

..daqueles dias que eram noites. que não eram combinadas e em que o mundo todo acontecia ainda antes do amanhecer.

...que sintam a minha falta. me forcem a não dizer simlesmente "não obrigada, hoje fico em casa". que me digam que TENS QUE VIR ou o Universo vai parar de girar!

mexer os pés . tocar com as pontas dos dedos na água ..


que se lixe a liberdade ! eu quero é a areia ... criar ondas no lago. 

logo hoje ...


porque é que não largaste tudo e me vieste socorrer como sempre faço contigo ? se for preciso dou-te do meu oxigénio, queres ? eu respiro por ti .
mas tu ...
" deve ser um sentimento que eles não conhecem .e depois a cena da entrega nossa deve ser aquele nosso instinto maternal aquela cena do querermos salvar meio mundo sentir que temos esse poder " (S.)
e hoje quero mesmo poder ser egoista e dizer que preciso que queiras salvar o meu mundo! eu não me importo. dou-te esse poder ! porque me sinto sem nenhum ...

ou então chumbinhos de pesca !

tenho cá um pressentimento que anda por aí alguém a detectar as nossas movimentações. Deve ser daqueles que andam lá no alto, ou por baixo da terra, a descobrir os momentos de cada um. Assim, é quando estamos prestes a saltar para o ar numa de nos deixar a pairar, que vem e atira com um saco de pedras de aço.
para cairmos e batermos com a cabeça no chão.

(mas olha lá, quem é que tá direito hein?)

ghostbusters

alguém tem o número verde dos caçadores de fantasmas ? é que tou a precisar de mandar uns quantos fora !

quarto 115

daqueles dias em que queria:

  • uma massagem nos pés 
  • chocolate preto
  • uma cama previamente aquecida por um corpo para explorar a seguir
  • ginger.ale com rodela de limão
  • ( já mencionei a massagem nos pés?)
realidade (nua a crua): um quarto de hotel vazio, televisão com má recepção e uma cama a meu lado por abrir.

2x2

há dias em que a paciência para as coisas do tamanho dos legos nos falta.

estou preparada .

depois da S. dizer:

"Solta o animal que há em ti" 

e de isso me fazer lembrar o meu querido Dr. T (que saudades que tenho dele e de todas as fantasias que surgiam em jeito de o-que-eu-não-fazia-nesta-salinha-a-meia-luz-com-este-doutor-de-meias-a-condizer-com-a-calça-pierre-cardin) que me dizia: 

" pelo amor de deus, não seja gazela, seja Leoa ! " .

wich way ?

GOING EVERY WHICH WAY, Puzzle by Mike Nothnagel and David Quarfoot, edited by Will Shortz, retirado de http://donaldsweblog.blogspot.com/

Sinto-me literal e perigosamente perdida. Com tanta direcção à minha frente, que rumo vou eu escolher ?

é isto .

pastihas de canela : óculos de sol : conduzir à noite : gelado de morango : caipirinhas com a Charols : dançar no chão : dançar na coluna : dançar em qualquer elevação : andar descalça : conduzir depressa : mateus rosé aragonês special edition com a Andrea : conduzir : molhar os pés : andar à chuva : ar puro do campo : sentir areia nos pés : rir : gatos : bolinhos de côco : o sofá da "nossa" casa : conversas até de manha com o Pepa : sorrisos : os olhares sem palavras com a Dynnah : gomas ácidas : arroz doce da minha avó : rir tanto com a Saroccas até ter um ataque de asma : a Lua : estrelas : a praia e o Mar : parvoices com a Sue : as conversas "gastronómicas" com o Bruninho : cafuné : tremoços : lays com ketchup na cozinha do Igor : tarde de caracolada e imperial : comprar cd's : os meus momentos Zen : Minde : a mata : a minha meditação na areia : cantar pela casa : cantar pela rua : cantar até me mandarem calar : os beijinhos da Celina : a minha Tuna : as veteranas : as caloiras : as pijaminhas : dançar até a música acabar e acenderem as luzes : tontices e tolices : surpresas : SDC's : frio e cobertores : andar na rua até de manha : edredons fofinhos : palavras soltas : agarrá-las com a Sara na nossa varanda : miminhos e mimecos : ataques de cócegas com a Kikas : ir a concertos e saltar como se não houvesse amanhã : dormir no panda amarelo da Miana com a Debby e quando elas tomam conta de mim : milho e esparregado : os pés de fora do cobertor com a TéTé : a minha (in)dependência : sair de casa sem destino : os meus afilhados : as minhas madrinhas : a minha tenda : a nossa ILHA : arroz de cenoura : aquelas cumplicidades : aqueles momentos : as nossas coisas : cenas ..

e abracinhos! 

expectativa.

será também verde ?

Aemenium

a saudade de ir embora.
a expectativa de ser todos os dias um novo dia .

melhor assim

o que vai, nem sempre vem.

figurantes

talvez porque o encaminhar dos dias nos leve apenas ao desinteresse das palavras soltas. ou porque os momentos desprendidos do tempo se tornam ilegíveis naquilo que é o diluir da culpa. o peso que carregam os factos pende sobre uma leveza estranha de conhecimento e pouca importância.
a verdade é que a necessidade de sentir no desejo o toque de uma outra existência insignificante conduz ao desaparecimento da personagem principal.
e, apesar de tudo isto, não deixa de ser irónico que os papéis se sucedam como as folhas de papel rasgadas quando os escritos não coincidem com os humores de há instantes. e deixa de haver personagem principal para surgirem no arco constantes trocas de direcção acompanhadas de um cigarro demorado.

que interessa tudo isto se, no fim, deixa de haver forma de conhecer o verdadeiro por estar imerso num universo de espelhos ?